Pular para o conteúdo principal

Formação do Profissional de Educação Física


O grande desafio dos cursos de graduação tem sido tentar diminuir o abismo que existe entre o que se ensina ao aluno em processo de formação e as exigências do mercado de trabalho. Na Educação Física não é diferente. Há uma preocupação crescente de toda a comunidade acadêmica para que se minimize essa lacuna.

Com a ampliação das áreas de atuação, torna-se necessário uma postura mais crítica do profissional, já que a sociedade anseia por mudanças e a cobrança aos profissionais também é crescente. Os espaços para aqueles que apenas querem fazer do seu aluno um mero reprodutor de movimentos está se tornando cada vez mais escasso.

Seja na academia, num espaço de lazer ou na escola, espera-se que os professores de Educação Física não se preocupem apenas com o “fazer”, com a “reprodução de movimentos” e sim, que eles consigam discutir a cerca de todo conhecimento cientifico e pedagógico, que atuem de forma critica, respeitando princípios éticos e morais, e que apresentem a disposição e capacidade para continuamente desenvolver e melhorar a eficácia do seu trabalho, perseguindo a dignidade profissional.

A formação continuada é imprescindível para que o profissional se estabeleça no mercado de trabalho. Essa etapa envolve todas as aprendizagens decorrentes da atualização permanente, das experiências profissionais vivenciadas associadas ou não aos cursos de atuação em nível de lato ou stricto sensu, esses elementos podem ampliar a formação inicial. Além disso, cursos, seminários, palestras e congressos científicos podem auxiliar a ampliação do saber.

Portanto para que uma qualificação seja eficaz, é necessário um aprofundamento intelectual, que auxiliem na prática pedagógica, capacitando para melhor compreender as situações sociais, políticas e culturais. É necessário que esta capacitação seja mais densa, possibilitando aos profissionais uma condição de fazer escolhas, analisar, posicionar-se, criticar projetos pedagógicos, desenvolvendo seu trabalho com mais competência e segurança.

Comentários

Anônimo disse…
Percebo q o mercado está em alta para o educador físico, mas somente para o profissional que detém o conhecimento para se ter boa forma com saúde, q sabe como planejar programas de exercícios, definir o que é mais adequado para uma pessoa ou para um grupo, que é capaz de orientar posturas corporais, calcular a intensidade e a freqüência de cada série de exercícios, aprimorando o condicionamento físico e o desempenho dos alunos. Sem dúvida nenhuma o educador físico precisa de uma formação sólida sobre as atividades biológicas e psicológicas do ser humano e de uma boa didática para ensinar os exercícios de uma maneira criativa e estimulante. E isso vc sabe fazer mto bem, só de me lembrar das aulas até me cansa...... Abraços. Gi.

Postagens mais visitadas deste blog

Jump Fit x Power Jump

Sou professor capacitado do Jump Fit desde 2003. Acompanhei durante esses 07 anos todas as transformações e melhorias que foram necessárias para manter o sucesso da modalidade. Nesse meio tempo, outros programas similares também foram criados provocando uma concorrência nesse segmento no mercado do fitness.
Há poucos dias um colega de profissão me convidou para fazer uma aula de Power Jump da empresa Body Systems. Já tinha ouvido falar do programa, mas nunca havia participado de uma aula. Meu contato com o Jump sempre foi com a Fit-Pró, pioneira no Brasil com esse tipo de modalidade.
Basicamente a estrutura das aulas são similares. A diferença está na forma como é realizado o aquecimento, nas pausas entre coreografias e na duração de algumas músicas. Não tive acesso ao material didático da Body Systems, porém conversei com o professor e as considerações feitas pelo mesmo me permitem fazer as minhas a respeito dos programas.
Nas aulas de Jump Fit existe uma música inteira dedicada ao aque…

Programas de qualidade na TV brasileira

A TV aberta no Brasil passa por um momento onde programa de conteúdo é cada vez mais raridade na programação. Devido ao trabalho acompanho vejo TV com mais frequência à noite e eventualmente nos finais de semana, porém prefiro acompanhar a programação dos canais fechados.
Mas como nem tudo está perdido, dou a dica de cinco programas que na minha modesta opinião vale a pena acompanhar:
1 – Profissão Repórter (Globo – 3ª feira): Uma equipe de jovens jornalistas sob o comando de Caco Barcellos, consegue levar coberturas sólidas em diferentes ângulos de uma mesma notícia. Com maestria o veterano jornalista consegue destacar o processo de profissionalização de jovens recém-formados em cada etapa da matéria, aprendendo na prática a elaborar a reportagem, desde a apuração até a edição final.

2 – A Grande Família (Globo – 5ª feira): Com um texto de primeira linha e um grupo de atores do mais alto gabarito o programa retrata de forma engraçada situações rotineiras de uma família de classe média. …

Valentin

Com pais ausentes e um ambiente familiar conturbado, Valentin é um menino imaginativo, cujo maior sonho é ser uma criança comum, com uma família de verdade. Enquanto tenta consertar as falhas em seu mundo, ele será capaz de trazer alegria, sabedoria e até mesmo romance aos adultos que o cercam.
“Valentin” é um dos filmes mais encantadores que assisti. A história nos emociona do início ao fim. Um drama inocente e cheio de esperança que ficou muito bem narrado por uma criança.
Rodrigo Noya, o protagonista, nos cativa pela sua sensibilidade e inteligência, longe de ser uma daquelas crianças prodígio chatas. O menino é um escândalo de tão bom. Valentin pode ser vesgo e usar óculos fundo de garrafa, mas enxerga perfeitamente o ponto fraco da maioria dos adultos que o cercam.
Outro ponto forte é a química entre os atores. Perfeitos dentro dos seus papéis. Destaque para Carmen Maura, como sempre brilhante em tudo que faz. Elenco nota 10.
Cinema argentino, leve, sensível e de excelente qualidade…