Pages

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Mais uma da Igreja Católica

Quando decidi escrever um blog, um assunto que jamais pensei em comentar seria Religião. Acho um tema extremamente controverso e que poderia acirrar os ânimos dos leitores. Mas lendo uma notícia no Yahoo/Notícias agora a pouco não consegui me controlar e resolvi escrever a respeito. Só lembrando que este post não se refere ao filme (eu não assisti) e sim a posição da Igreja Católica referente ao assunto em questão.

Título da matéria do site: Arquidiocese do Rio quer processar filme que destruiu Cristo.

Para quem ainda não está situado, no filme “2012” lançado em 2009 existem cenas onde alguns monumentos e Instituições mundiais são destruídas, entre eles estão o Vaticano, a Casa Branca e o Cristo Redentor.

Nossos respeitados Bispos, Arcebispos, enfim todos os “ispos” possíveis acharam uma afronta destruir um símbolo religioso em uma história fictícia.

Antes de processar a Columbia por ter destruído o Cristo Redentor, a Arquidiocese deveria utilizar o seu departamento jurídico em favor dos necessitados da cidade do Rio de Janeiro, que não são poucos.

É por essas e outras que a Igreja Católica vai perdendo adeptos e seguidores a cada ano. Não bastasse serem contrários ao uso do preservativo, a relação homo afetiva, o aborto em casos de estupro e ao sexo antes do casamento, agora querem influenciar diretamente nos roteiros de filmes. Ressalto que por outras vezes essa mesma Igreja já tentou boicotar filmes onde existia uma temática religiosa cristã, como o Código da Vinci e Anjos e Demônios.

Respeitada por ser uma Instituição Secular, a Igreja Católica precisa rever sua forma de atuação. O comportamento da Igreja as vezes nos remete à época da Inquisição, período onde o Clero atuava como o Poder Judiciário.

Antes que me perguntem, sou Católico, mas nem por isso acredito em utopia quando o assunto é religião.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sob o Sol de Toscana

Frances Mayes (Diane Lane), uma escritora que vive em São Francisco, tem uma vida perfeita até que se divorcia do marido. Com um texto para terminar e deprimida, leva um susto quando sua melhor amiga lhe presenteia com uma viagem de 10 dias para Toscana. Com muitas dúvidas e sem tempo para pensar, Frances cria coragem e arruma as malas. Ao chegar, ela compra impulsivamente uma casa quase em ruínas, e acaba vivendo uma aventura repleta de surpresas, amizades e romances que mudariam sua vida para sempre.

“Sob o Sol de Toscana” é apenas um romance à moda antiga, feito com puro e simples objetivo de entreter. Um filme sobre mulheres, feito para mulheres e por mulheres. Mas que os homens de coração aberto também poderão curtir.

Em 2003 tive a oportunidade de visitar a Itália e voltei completamente apaixonado pela cultura e pelo idioma. Nesse sentido, o filme nos presenteia com belas imagens do país, em especial Toscana, Roma e Positano. Em determinados momentos a legenda em português não é inserida nos diálogos das personagens, nada que atrapalhe o entendimento do espectador, justamente pela similaridade de algumas palavras entre o nosso idioma e o italiano.

Vendo o filme apenas constatei que preciso me organizar para voltar à Itália.

Sem ser profundo “Sob o Sol de Toscana” é uma boa pedida para antes da pizza!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Desafios na Educação Física Escolar

Antes da minha graduação eu já havia trabalho por 6 anos com Educação Física Escolar. Na época a profissão não era reconhecida e alguns cursos técnicos nos habilitavam a trabalhar nas escolas.

Lembro-me que durante esse período as orientadoras pedagógicas diziam que esperavam mais da Educação Física Escolar, queriam um conteúdo mais consistente, que não fosse apenas o esporte pelo esporte. Nas reuniões educacionais pouco se falava da Educação Física. Com pouca experiência e sem uma consistência em minha formação acabava não expondo minhas opiniões a cerca da disciplina. Alguns colegas de profissão também ficavam omissos nas reuniões. Comecei a perceber que uma grande parcela dos docentes eram o que chamamos de professores “rola bola”. Diversas vezes presenciei alunos jogando futebol sem nenhum contexto educacional enquanto o professor colocava o seu diário em dia. Evidente que na maioria das vezes utilizei o esporte e suas regras para fundamentar o meu trabalho, afinal era o que havia aprendido no curso técnico e considerava ser adequado naquele momento.

Ao ingressar no Ensino Superior, minha expectativa era verificar se o grau de conhecimento proporcionado especificamente pelas disciplinas dos esportes auxiliava na vida profissional dos que ingressavam no mercado de trabalho. Percebi que a cada novo semestre as metodologias dos esportes baseavam no princípio da aptidão física e aprendizagem motora (tradicionalista). Este fato me incomodava tanto que decidi realizar minha pesquisa de conclusão de curso com essa temática.

No sétimo e oitavo períodos, verificando o planejamento dos docentes, as ementas das disciplinas e seus currículos, cheguei à conclusão de que na Instituição pela qual me formei necessitava de uma reformulação urgente das disciplinas dos desportos. Com metodologias tradicionalistas e sem uma interdisciplinaridade entre os docentes, os futuros profissionais sairiam da graduação sem uma preparação consistente para as exigências da prática pedagógica na Educação Física Escolar. Mas será que devemos culpar somente a Universidade ou nós professores também temos uma parcela de culpa? Vale a reflexão.

Acredito que os espaços para aqueles que querem fazer do seu aluno um mero reprodutor de movimentos está se tornando cada vez mais escasso, mas é preciso que a sociedade e todos os profissionais da área que são comprometidos com o educar se posicionem diante dos absurdos que ainda existem nas escolas brasileiras. O professor de Educação Física Escolar deve estar ciente de suas responsabilidades, conhecer a dimensão e o alcance do seu saber.

Como cobrar dos Governos um respeito pela disciplina se os que atuam na área não se dão o respeito? “Rolar a bola” qualquer um faz, construir e reconstruir os saberes é privilégio para poucos.

Que profissional você quer ser? Pense, reflita e faça a sua escolha!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Em busca da Terra do Nunca


Há sempre uma eterna briga entre o crítico de cinema e nós leigos espectadores. Nem sempre o que lemos reflete o que sentimos ao ver um filme. Como leigo descreveria “Em busca da Terra do Nunca” como PRIMOROSO! Se assistirmos despretensiosamente o filme veremos como é saudosa a vontade de ser inocente outra vez. Este filme é uma prova que história que reúnem fantasia e realidade são fascinantes.

J.M. Barrie (Johnny Depp) é um bem-sucedido autor de peças teatrais, que apesar da fama que possui está enfrentando problemas com seu trabalho mais recente, que não foi bem recebido pelo público. Em busca de inspiração para uma nova peça, Barrie a encontra ao fazer sua caminhada diária pelos jardins Kensington, em Londres. É lá que ele conhece a família Davies, formada por Sylvia (Kate Winslet), que enviuvou recentemente, e seus quatro filhos. Barrie logo se torna amigo da família, ensinando às crianças alguns truques e criando histórias fantásticas para eles, envolvendo castelos, reis, piratas, vaqueiros e naufrágios. Inspirado por esta convivência, Barrie cria seu trabalho de maior sucesso: Peter Pan.

Um romance que emociona tanto pela sua forma como pelo seu conteúdo. Tudo no filme enche os olhos e corações: a reconstituição de época, as belas imagens, o figurino, as interpretações de todo o elenco, e claro, a eterna luta entre o racional e o emocional. Crescer ou não crescer, eis a questão.

Johnny Deep e Kate Winslet estão na medida certa, mas quem rouba a cena é o jovem Freddie Highomer (Peter). Com uma atuação impecável, o garoto nos emociona do início ao fim.

Recomendo o filme porque realmente vale a pena. Se tiverem a oportunidade assistam. Caso não tenham criem-na. Não se arrependerão. Emocionante consegue fazer o mais “marombado” dos “pitboys” sair de frente a TV dizendo que entrou um cisco no seu olho.

Olimpíadas de Inverno 2010

Tiveram início no dia 12 de fevereiro, em Vancouver no Canadá, os XXI Jogos Olímpicos de Inverno (também conhecidos como Olimpíadas de Inverno de 2010).

O Brasil tem cinco atletas confirmados para disputar as provas em Vancouver. Todos eles competem em modalidades da neve. Jaqueline Mourão, Jhonathan Longhi, Leandro Ribela, Maya Harrisson e Isabel Clark, esse última responsável pelo melhor resultado do país na história dos Jogos. Em Turim, em 2006, foi nona colocada no snowboard.

Como o país tem pouca tradição nos Jogos, o interesse pela competição por aqui é baixo. Este ano, os canais SporTV e Record transmitem o evento. A maioria das competições são exibidas ao vivo pelo canal fechado, enquanto a TV Record transmite com algumas horas de atraso as principais finais e modalidades com a participação de brasileiros.

A compreensão das regras e o fuso horário do Canadá em relação ao Brasil (algumas competições são exibidas durante a madrugada) podem ser os grandes dificultadores para os apreciadores dos esportes.

Porém sugiro que você perca poucas horas de sono para poder assistir uma prova de patinação artística. Presenciar um atleta equilibrando-se em cima dos patins no gelo e fazendo acrobacias é no mínimo instigante. De qualquer forma os jogos primam por belas imagens. A plasticidade, a superação, a emoção da vitória, a decepção pela derrota são características inerentes ao esporte e que não necessitam de explicações, basta ver e sentir.

Informações dos horários das competições podem ser pesquisadas nos liks abaixo.

http://sportv.globo.com/

http://rederecord.r7.com/vancouver/

Não perca tempo e divirta-se, o evento termina no dia 28. Depois só daqui a 4 anos!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

INHOTIM - Experiência única


Aproveitando o recesso de carnaval fui visitar Inhotim na cidade de Brumadinho. Sempre ouvi dizer que era um ótimo programa cultural.

Para quem não conhece, Inhotim é um museu aberto com diversas instalações de arte e entre elas um projeto paisagístico que simplesmente faz você esquecer que está em um museu. Com uma extensa área verde e diversas coleções botânicas, conta ainda com cinco lagos e jardins que possibilitam aos visitantes uma interação permanente com o meio ambiente.

Criado em 2005, é uma entidade privada, sem fins lucrativos. O Instituto Inhotim reúne cerca de 500 obras de artistas de renome nacional e internacional.

Com um grande acervo contemporâneo possui pinturas, esculturas, desenhos, fotografias e vídeos. Evidente que algumas obras carecem de um olhar mais apurado de quem as vê, afinal nem sempre é fácil compreender a intenção do artista em relação a sua criação. Minha dica é visitar as galerias Valeska Soares, Adriana Varejão e Cildo Meireles, sem dúvida as mais interessantes.

Caso resolva conhecer o museu, sugiro que:

- Evite a visitação no verão. Sob o forte calor e a grande área a ser percorrida, o cansaço é inevitável. Acredito que no outono/inverno a atmosfera do local deve ser ainda melhor.

- Feriados NÃO. Neste carnaval o parque estava lotado. Faltavam bancos para descanso e o tempo de espera do transporte para visitação de algumas galerias foi grande.

- A entrada no valor de R$ 16,00 (inteira) valor que considero compatível ao outros grande museus como por exemplo o MASP em São Paulo. Mas em relação à alimentação prepare-se para uma facada. Tudo muito caro. Um almoço no restaurante não sairá por menos de R$ 40,00. Portanto leve uma boa grana.

De qualquer forma é um excelente programa para todas as idades. A grandeza de Inhotim é para ser admirada, talvez por isso se me perguntarem como definir o local responderei que é uma experiência e como tal deve ser aproveitada, portanto só indo para entender.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Carnaval para todos os gostos


Começa hoje a maior festa popular do planeta, o Carnaval. Uma data aguardada ansiosamente por foliões de todo o Brasil e do mundo.

Se você ainda não se programou provavelmente não encontrará roteiros para os destinos mais procurados como Salvador, Rio de Janeiro, Recife e Ouro Preto. Caso tenha sorte irá desembolsar uma valor “salgado” para curtir a folia nesses lugares.

Em Salvador a festa teve início na quinta-feira dia 10 e só termina na quarta-feira de Cinzas com Carlinhos Brown comandando a festa. Ivete Sangalo, Asa de Águia, Jammil, Claudia Leitte, Daniela Mercury e outros artistas baianos estão prontos para a maratona de música e diversão dos próximos dias. Mas nem só de axé vive o carnaval baiano, esse ano DJ´s de várias partes do mundo como Laidback Luke, Ferry Corsten, Boby Sinclair, Tocadisco e Moony tocam em cima dos trios fazendo o “carnaval eletrônico” dos milhares de foliões.

No Rio de Janeiro a animação fica por conta dos blocos carnavalescos que fazem a releitura de antigos carnavais e do tradicional desfile das escolas de samba que além de turistas anônimos e famosos brasileiros, atraem celebridades internacionais. Este ano Madonna, Paris Hilton, Lidnsay Lohan, Alicia Keys e Leonardo DiCaprio são algumas das confirmações para o ano de 2010.

Em Recife o maior bloco do mundo o Galo da Madrugada promete um carnaval inesquecível para o folião. Tudo regado a muito frevo e maracatu.

A cidade de Ouro Preto tem por tradição o desfile de blocos pelo centro histórico. É considerado o carnaval universitário do país por atrair jovens de todas as partes do Brasil.

É possível curtir a folia em Diamantina, Tiradentes, Caldas Novas, Olinda e diversas cidades pelo interior do Brasil.

Agora se você não vai viajar que tal um cineminha? As salas de exibição funcionam nos shoppings das grandes cidades. Outra opção é visitar museus, que costumam abrir em horários alternativos com boas exposições. Em Belo Horizonte as peças da Campanha de Popularização do Teatro estarão em cartaz até o domingo. Caso nenhuma das dicas te anime, fique em casa de “papo para o ar”. Muitas pessoas preferem o descanso à folia.

Independente da sua escolha o importante é curtir esse período com bom senso e cuidado. Bebida não combina com carro. Sexo combina com camisinha.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A Grande Sedução

Produzido em 2003 no Canadá, o filme tornou-se um fenômeno no país ultrapassando a bilheteria de blockbusters como Matrix Reloaded e O Senhor dos Anéis – As duas torres. Uma história leve, divertida e com grande apelo popular.

A ilha de Saint Marie La Mauderne e seus pouco mais de 100 habitantes parecem ter sido esquecidos pela sorte. Há 15 anos, a atividade pesqueira acabou. Os que ainda residem no local sobrevivem graças ao seguro-desemprego oferecido pelo governo. A situação pode mudar caso uma empresa decida por instalar sua nova fábrica de plástico no local, o que daria emprego a todos e faria com que a cidade novamente crescesse. A única exigência dos diretores é que o povoado tenha um médico residente. Germain (Raymond Bouchard), um dos líderes locais, tem um plano: mandar folhetos para todos os médicos de Quebéc, oferecendo a vida paradisíaca da ilha. Só que Saint Marie La Mauderne não é muito mais do que uma pilha de pedras. Porém quando Christopher Lewis (David Boutin) “aceita” conhecer o local, os habitantes da ilha decidem montar um plano conjunto, para melhorar a cidade e tornar a estadia do Dr. Chirstopher a melhor possível com o intuito de convencê-lo a assinar um contrato de 5 anos para trabalhar na ilha.

Com humor delicado, “A Grande Sedução” mostra a semelhança no modo de viver dos habitantes e o desejo que todos têm de permanecer no local onde nasceram. Os personagens que, à primeira vista, parecem caricaturas irritantes, aos poucos ganham humanidade. Alguns deles, como o caixa do banco, se mostram incrivelmente cativantes.

É verdade que a súbita mudança de eventos no final do filme é um pouco forçado, mas o restante da película é tão grande que estes acontecimentos são facilmente perdoados.

Com um bom elenco e belas imagens, é um filme inteligente, sensível, fácil de ver, fácil de entender, marcante ao ponto de não ser esquecido ao final.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Jump Fit x Power Jump

Sou professor capacitado do Jump Fit desde 2003. Acompanhei durante esses 07 anos todas as transformações e melhorias que foram necessárias para manter o sucesso da modalidade. Nesse meio tempo, outros programas similares também foram criados provocando uma concorrência nesse segmento no mercado do fitness.

Há poucos dias um colega de profissão me convidou para fazer uma aula de Power Jump da empresa Body Systems. Já tinha ouvido falar do programa, mas nunca havia participado de uma aula. Meu contato com o Jump sempre foi com a Fit-Pró, pioneira no Brasil com esse tipo de modalidade.

Basicamente a estrutura das aulas são similares. A diferença está na forma como é realizado o aquecimento, nas pausas entre coreografias e na duração de algumas músicas. Não tive acesso ao material didático da Body Systems, porém conversei com o professor e as considerações feitas pelo mesmo me permitem fazer as minhas a respeito dos programas.

Nas aulas de Jump Fit existe uma música inteira dedicada ao aquecimento, onde são realizados alongamentos e deslocamentos feitos no chão, priorizando a parte inferior do corpo em função da grande solicitação sobre essa região. No Power Jump o aquecimento é realizado no solo e no mini-trampolim. São utilizadas duas músicas sem intervalo. Os principais objetivos fisiológicos do aquecimento são: obter um aumento da temperatura corporal, da temperatura da musculatura e preparação do sistema cardiovascular e pulmonar para a atividade. Pesquisei a respeito e não encontrei respostas que me fizessem concluir qual dos métodos é mais eficiente.

Outra diferença é quanto à duração das pausas. A aula de Jump Fit é estruturada com pausas de 30 e 90 segundos. No intervalo maior são realizados alongamentos em cima do mini-trampolim, com o intuito de promover uma pequena recuperação durante a aula e principalmente relaxar flexores de quadril, flexores do pé e quadrado lombar que são constantemente solicitados durante a aula. No Power Jump as pausas são de no máximo 30 segundos.

Em relação à duração das músicas, nas aulas de Jump Fit as coreografias têm no máximo 6 minutos, algumas músicas do Power Jump ultrapassam 8 minutos. É importante ressaltar que a intensidade da aula não se justifica pelo tempo total (uma parcela dos alunos se afastam das aulas justamente por não conseguir “agüentar o pique” até o final da aula) e sim pelo tempo correto de treinamento. Melhor do que coreografias que extenuam é preciso dosar um trabalho onde o mais importante é a força aplicada ao empurrar a lona. Se o aluno concentrar-se nesse aspecto os resultados serão obtidos.

Um dos fatores importantes é a escolha das músicas. Nesse aspecto posso afirmar que ambas são extremamente motivantes. Uma leve vantagem na música do último cárdio do Power Jump, músicas eletrônicas com batidas intensas que motivam quem faz.

Algumas pessoas podem acreditar que esse post foi criado somente para divulgar o programa no qual sou capacitado (Jump Fit), porém o meu intuito foi apenas pontuar as principais diferenças e deixar que cada um tire suas próprias conclusões.

Independente da escolha que você faça o importante é que praticando aulas de Jump haverá uma melhoria da resistência cardiovascular, da circulação sanguínea e linfática, além de diminuir a gordura corporal e a celulite.

Portanto não perca tempo, procure uma academia credenciada no CREF e vá empurrar a lona.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Importância do professor de Educação Física na academia

Nos dias atuais, todos que trabalham diariamente com programas de exercícios físicos sabem da rotatividade de alunos que a academia sofre. Embora não exista um estudo fiel a maioria convive com uma rotatividade muito grande. Em alguns casos apenas 30% dos matriculados passam de três meses e 20% completam um ano ou mais. Alguns não chegam a terminar o primeiro mês. Em quase todas as academias, a lista de ex-alunos é muito superior a de freqüentadores assíduos. A que se deve isso? Inúmeros podem ser os fatores, desde problemas financeiros, perda de trabalho, acidentes, doença, mudança de endereço, desmotivação, descontentamento e a falta de entrosamento com o professor de Educação Física, uma das peças importantes num programa de qualidade em academia.

É possível construir uma empatia entre aluno e profissional de Educação Física? Claro, depende muito do profissional que não é apenas aquele cheio de títulos na parede, mas reúne experiência, capacidade de liderança e principalmente sensibilidade para lidar com as diferentes situações com seus alunos e com isso mantê-los motivados na academia. São muitas as qualidades exigidas, entretanto considero que aqueles que reunirem pelo menos a maioria das doze abaixo poderão crescer na profissão.

1) Motivação: Se escolheu a profissão certa estará sempre de bem com a vida passando isso para todos. Profissional motivado não perde o aluno de vista. Está sempre procurando saber se ele precisa de ajuda e como anda a busca dos objetivos pessoais. Ao aluno desanimado cabe o elogio certo e sutil. É preciso “tato” para fazer isso.


2) Atenção: Significa estar atento a tudo e a todos na sala de aula. Alguns alunos são mais tímidos e o profissional deve ter sabedoria para perceber quando um deles precisa de ajuda e tem vergonha de perguntar. A pior situação é vermos profissionais dando atenção apenas a alguns alunos. Todos estão pagando pelo serviço oferecido pela academia e o profissional é empregado dela.

3) Estímulo: Algumas pessoas são naturalmente menos perseverante do que outras. Mais uma vez é preciso “tato” do profissional para dar uma injeção de ânimo no aluno, seja modificando o programa e/ou fazendo um planejamento estratégico de comprometimento com ele mesmo.

4) Exemplo: Já dizia minha avó e a de vocês também: “O exemplo vem de cima”. O profissional não precisa ser um atleta, mas deve se comportar adequadamente à carreira tanto na frente do aluno como longe dele, estudar constantemente, se manter atualizado, tudo isso é importante e necessário para ser um bom profissional.

5) Compreensão: Nem todo dia o aluno está a fim de “malhar” forte. O profissional precisa ser bastante esperto para perceber isso. Um bom “papo” ou apenas saber ouvir pode resolver, assim como um alongamento passivo e/ou alguns toques de massagem. O profissional deve sempre fazer cursos que agreguem valor ao seu trabalho.

6) Paciência: Toda profissão exige essa qualidade. Nem todo aluno sabe mexer naquelas máquinas de musculação. Nem todos “pegam de cara” uma coreografia de step. Nem todos gostam de água. Nem todos gostam de academia e só se matricularam por recomendação médica. Tem aluno que pergunta a mesma coisa todo dia. Paciência. São “ossos do ofício”. Basta responder de má vontade para ele ir embora e nunca mais voltar.

7) Dedicação: Só vence em qualquer profissão quem se dedica. A de Educação Física lida com o público e dele depende para sobreviver. Todos nós temos problemas, mas na hora do atendimento o aluno não pode saber e ele está ali para resolver o dele e da melhor forma possível. Lógico que fica difícil de fugir dos problemas, e quem não os tem, mas temos que contornar isso na hora do trabalho, pois o aluno não deve sofrer com nossas dificuldades.

8) Orientação: A execução correta dos exercícios deve ser uma constante. O novato pelos motivos óbvios. O veterano pela tendência a relaxar que é próprio de qualquer cidadão. Logo, o bom profissional nunca descansa.

9) Amizade: Qualquer trabalho flui melhor quando existe confiança mútua desenvolvida através da amizade. Claro, nem todo aluno é bem humorado e o relacionamento é muito difícil, mas faz parte do ofício tentar conquistá-lo.

10) Resultados: É isso que o aluno busca. Se não conseguiu de uma forma tente de outra. São inúmeras as opções no campo da saúde. O profissional limitado perde cliente e campo na profissão. Porque alguns vencem e outros não?

11) Respeito: É o princípio de tudo e educação vem de berço. Respeitar para ser respeitado antes de reclamar da profissão.

12) Atendimento: Atender bem as pessoas é uma obrigação, mas quem faz isso por prazer cresce na profissão e vive muito mais feliz. Felicidade contagia. Experimente!

A profissão de Educação Física exige uma responsabilidade grande porque cuida de pessoas. Competência gera respeito.

Post publicado em http://www.copacabanarunners.net/professor.html


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Paradise Now

Acabo de assistir "Paradise Now" e sinceramente não entendo como o filme não foi o ganhador de Melhor Filme Estrangeiro do ano de 2006. A explicação não pode ser outra senão o medo da Academia se meter em confusões. Um assunto delicado como essa guerra travada entre israelenses e palestinos poderia incorrer em sérios problemas políticos.

Amigos de infância, os palestinos Khaled (Ali Suliman) e Said (Kais Nashef) são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel Aviv. Depois de passar com suas famílias o que teoricamente seria a última noite de suas vidas, sem poder revelar a sua missão, eles são levados à fronteira. A operação não ocorre como o planejado e eles acabam se separando. Distantes um do outro, com bombas escondidas em seus corpos, Khaled e Said devem enfrentar seus destinos e defender suas convicções. Interessante como o filme retrata a dúvida sobre os atos que estão prestes a executar. Inicialmente Said que fica receoso e posteriormente é Khaled quem passa questionar toda a situação.

“Paradise Now” é seco, enxuto, e acima de tudo, vibrante. No disco 2 há cenas que foram excluídas, algumas com fundo musical, uma ótima sacada dos diretores. A música daria um ar de leveza na história algo que poderia humanizar todo o contexto.

A opção de não mostrar cenas fortes (como um atentado) é outro grande trunfo do filme. Com um enredo de primeira, não é necessário subestimar a quem assiste. Cada um deve imaginar os acontecimentos a partir do que é mostrado.

Apesar dos protagonistas serem palestinos, o filme não toma partido sobre o conflito entre judeus e mulçumanos. Isso faz com que a produção ganhe um ponto de vista muito rico e que leva o espectador a reflexão.

Atual, é um filme que merece estar na coleção dos aficionados por cinema.

Destaco também a fotografia impecável da produção.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Infância Roubada

Ambientado na África do Sul, “Infância Roubada” foi o vencedor de melhor filme estrangeiro no ano de 2006.

A história gira em torno da vida de Tsotsi, um jovem que vive de pequenos roubos no metrô de Johannesburgo juntamente com sua gangue. Após uma sangrenta briga de bar, o protagonista rouba um carro e dá um tiro na proprietária. Após algum tempo ao volante, descobre que há um bebê no banco de trás. Ao invés de devolver o garoto, Tsotsi tem a “brilhante” idéia de ficar com o bebê, mesmo sem ter a mínima idéia de como cuidar dele. No gueto, convencerá uma jovem mãe a ajudá-lo, numa relação que provocará novos conflitos.

Os flashs da infância de Tsotsi nos permitem compreender que a vida do rapaz foi construída em cima de medos e necessidades, o que o transformou numa pessoa violenta. Fica evidente que a relação do protagonista com a criança é a chance que ele tem de redimir de seus erros tentando se tornar uma pessoa melhor.

O diferencial é que o filme usa a imagem em detrimento de diálogos exagerados e palavras chulas que normalmente são utilizadas nesse tipo de filme. No entanto tudo se resolve facilmente, bem diferente da vida real, num contexto dramático como o desta história.

De qualquer forma reflete a realidade de um povo rico culturalmente, apesar das mazelas em que vive.

Um filme razoável, que na minha opinião não seria vencedor de uma premiação como o Oscar. No disco extra é possível ver outros finais e um excelente curta-metragem do diretor Gavin Hood.

Bandas ícones anos 80

O grupo norueguês A-Ha, um dos ícones da música pop dos anos 80 e 90, volta a Belo Horizonte para apresentar a turnê despedida do mais recente álbum “Analogue”. O show acontecerá no dia 14 de março no Chevrolet Hall.

Para alegria dos saudosistas (como eu), as canções “novatas” não tomarão espaço dos maiores sucesso do A-Ha, tais como "Take On Me", "The Sun Always Shines On TV", "Cry Wolf", "Early Morning" e "Crying In The Rain", entre outros.

Oportunidade única para os fãs da banda que ainda não tiveram a possibilidade de assisti-los.

Lembro que em 1991, fui ao show do A-ha num Mineirinho lotado. Eu e uma amiga (Luciane) saímos mais cedo para pegar um bom lugar. Adolescentes empolgados para assistir um dos melhores espetáculos musicais da época. Tive a sensação de que o show acabou em poucos minutos, afinal tudo que é bom dura pouco. Na volta para casa minha amiga só falava do vocalista Morten Harket, que era o sonho de consumo de 10 entre 10 garotas.

Nesse ano também, em companhia da Lu, fomos ao show do Information Society e Kon Kan, isso mesmo, Kon Kan. Aposto que a maioria das pessoas não se recorda dessa banda. Meu Deus, estou ficando velho! Nesse dia, voltando do show sofremos um assalto a mão armada próximo ao Mineirinho. Um grupo de pivetes nos abordou e levaram o meu tênis e agasalho. Meu receio era cortarem o cabelo da Lu uma ação comum na época. Para nossa sorte só levaram bens materiais. O pior seria contar para a mãe da Lu caso algo de mais grave tivesse acontecido, afinal nós mentimos dizendo que iríamos com o pai de um terceiro amigo. Coisas de adolescentes. São histórias inesquecíveis de uma fase mágica da minha vida. Quanta saudade.

Para os que não viveram nessa época veja os dois vídeos do Information Society no Rock in Rio II e Kon Kan. As roupas e o estilo são únicos! Impagável! Vale a pena ver de novo.

Information Society


Ê, ô, Information é um terror!


Kon Kan


Sensacional!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Esporte X Altitude

Acredito que 99,9% dos torcedores do Cruzeiro que foram ao Mineirão ou assistiram a partida pela TV, não duvidavam que o time boliviano seria goleado. Os outros 0,01% são aqueles que mesmo torcendo pela equipe são pessimistas por natureza ou precavidos demais. Mas não vou abordar a brilhante vitória e sim discutir como jogos realizados em altitudes elevadas ou em outras situações climáticas adversas nivelam as equipes mesmo quando há uma grande diferença técnica entre elas, como no caso da partida entre Cruzeiro e Real Potosí.

Quanto maior é a altitude, menor é a pressão atmosférica, consequentemente mais rarefeito é o ar que respiramos. A quantidade reduzida de oxigênio interfere no funcionamento do músculo. Nesse caso, o jogador de futebol sente mais o impacto. Para correr é preciso consumir energia, processo que envolve a produção de ATP. Mas, com pouco oxigênio, não é possível produzir essa substância em quantidade suficiente e o excesso de energia necessária produz como subproduto o ácido lático, tendo como efeito prático a queda de rendimento.

Além disso, outros sintomas podem atingir os jogadores, como insônia, dor de cabeça, náusea, tontura, vômitos, dores pelo corpo, hipotermia (queda da temperatura corporal), edema pulmonar e infarto podendo levar a morte.

Pensando na saúde do atleta a FIFA já pediu o veto em partidas realizadas acima dos 2.750 metros de altitude. É importante ressaltar que jogar em 40 graus ou em temperaturas 10 abaixo de zero também representam agressões aos esportistas. O perigo maior está no calor que pode causar a desidratação alterando o funcionamento cardíaco.

Nesse sentido o bom senso deve prevalecer. É preciso que dirigentes, esportistas, jornalistas, médicos, professores de Educação Física estejam atentos as situações climáticas onde serão realizados eventos esportivos evitando uma possível tragédia.

Mas é inegável que a altitude influencia nos resultados sim, os fracos times bolivianos ganham somente jogando em casa. Tudo bem que não morreu ninguém, mas vamos ter que esperar morrer alguém para que alguma atitude seja tomada?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

LOST - O mistério final

Começa hoje pela rede americana ABC nos Estados Unidos, a sexta e última temporada da série Lost. No Brasil, poderemos acompanhar a partir do dia 09 de fevereiro pelo canal AXN (TV fechada).

A primeira temporada tornou-se um fenômeno de sucesso e atraiu uma legião de fãs pelo mundo. Porém com a complexidade das temporadas seguintes, muitos seguidores acabaram se perdendo pelo meio do caminho. Mesmo com toda crítica os editores mantiveram o rumo dos história e novos mistérios foram surgindo, instigando cada vez mais a curiosidade dos telespectadores.

A expectativa é que algumas questões como um "monstro" que ronda a ilha; um urso polar em uma ilha tropical; um misterioso grupo de habitantes a quem os sobreviventes se referem como "Os Outros", uma organização chamada DHARMA Initiative que colocou várias estações de monitoramento e pesquisa na ilha, sejam respondidas.

Independente do que aconteça nessa temporada sem dúvida LOST jamais será esquecida. Jack, Kate, Sawyer, Hurley, Locke, Sayid, Claire, Jin, Sun, Charlie, Ben, dentre outros serão personagens que ficarão para sempre na história como uma das maiores e melhores séries produzida pela TV americana.

Que venha dia 09. O show está para começar!

Transferência Kleber, a novela do futebol mineiro continua...

Nesses últimos dias acompanhei atentamente a novela da transferência do jogador Kleber com o Futebol Clube do Porto. Primeiro por ser cruzeirense e segundo para tentar entender a que ponto chegou os valores astronômicos do futebol.


A cada ano as transações dos jogadores têm atingido patamares inimagináveis.

Mas voltando ao caso Kleber, depois de todos os detalhes acertados entre os clubes faltava apenas chegar ao acordo salarial com o jogador. E não é que para a minha surpresa esse foi o fracasso da transação?

Alguns sites esportivos publicaram quais seriam os dois motivos do negócio ter dado errado. Inicialmente o clube português queria um vínculo contratual de 3 anos contra 5 pleiteado pelo jogador. Em relação ao valor das “luvas” (importâncias pagas pelo clube aos jogadores como forma de incentivo para assinatura do contrato de trabalho, em virtude da qualidade e eficiência do próprio jogador antes mesmo de ser contratado) também não houve acordo. O atleta queria receber os 2 milhões de euro, isso mesmo, 2 milhões de euros no ato da contratação. Isso fez com que Kleber desistisse de um salário anual de 1,2 milhão de euros por ano, livres de impostos.

Agora a pergunta que não quer calar: Que ser humano em sã consciência recusaria um salário de 100 mil euros por mês?

Kleber é o tipo de jogador que mexe com as emoções dos torcedores. Falastrão, faz o que bem entende nas horas vagas (inclusive freqüentar a sede de uma torcida organizada de outra equipe), mas é um grande goleador. Sabe como poucos segurar a bola e “chamar” uma falta. Em minha opinião tem uma técnica invejável.

Porém o que me intriga nesse jogador é sua auto-estima, por sinal elevadíssima. É indiscutível a qualidade do jogador, mas também não podemos dizer que é o melhor dos atacantes em atuação no Brasil. Recusar tal proposta é no mínimo falta de bom senso. E se o Cruzeiro for mal na Libertadores? O máximo que vai conseguir será uma transferência para o Palmeiras seu time de coração, ou então algum clube do Leste Europeu, com certeza os valores serão inferiores aos de hoje.

Acredito que Kleber não imagina a distância que exista entre o seu futebol e os demais jogadores do primeiro escalão mundial. Kaká vale 15 milhões por ano, Kleber vale 1,2 milhão. Simples constatação.