Pular para o conteúdo principal

Esporte X Altitude

Acredito que 99,9% dos torcedores do Cruzeiro que foram ao Mineirão ou assistiram a partida pela TV, não duvidavam que o time boliviano seria goleado. Os outros 0,01% são aqueles que mesmo torcendo pela equipe são pessimistas por natureza ou precavidos demais. Mas não vou abordar a brilhante vitória e sim discutir como jogos realizados em altitudes elevadas ou em outras situações climáticas adversas nivelam as equipes mesmo quando há uma grande diferença técnica entre elas, como no caso da partida entre Cruzeiro e Real Potosí.

Quanto maior é a altitude, menor é a pressão atmosférica, consequentemente mais rarefeito é o ar que respiramos. A quantidade reduzida de oxigênio interfere no funcionamento do músculo. Nesse caso, o jogador de futebol sente mais o impacto. Para correr é preciso consumir energia, processo que envolve a produção de ATP. Mas, com pouco oxigênio, não é possível produzir essa substância em quantidade suficiente e o excesso de energia necessária produz como subproduto o ácido lático, tendo como efeito prático a queda de rendimento.

Além disso, outros sintomas podem atingir os jogadores, como insônia, dor de cabeça, náusea, tontura, vômitos, dores pelo corpo, hipotermia (queda da temperatura corporal), edema pulmonar e infarto podendo levar a morte.

Pensando na saúde do atleta a FIFA já pediu o veto em partidas realizadas acima dos 2.750 metros de altitude. É importante ressaltar que jogar em 40 graus ou em temperaturas 10 abaixo de zero também representam agressões aos esportistas. O perigo maior está no calor que pode causar a desidratação alterando o funcionamento cardíaco.

Nesse sentido o bom senso deve prevalecer. É preciso que dirigentes, esportistas, jornalistas, médicos, professores de Educação Física estejam atentos as situações climáticas onde serão realizados eventos esportivos evitando uma possível tragédia.

Mas é inegável que a altitude influencia nos resultados sim, os fracos times bolivianos ganham somente jogando em casa. Tudo bem que não morreu ninguém, mas vamos ter que esperar morrer alguém para que alguma atitude seja tomada?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Jump Fit x Power Jump

Sou professor capacitado do Jump Fit desde 2003. Acompanhei durante esses 07 anos todas as transformações e melhorias que foram necessárias para manter o sucesso da modalidade. Nesse meio tempo, outros programas similares também foram criados provocando uma concorrência nesse segmento no mercado do fitness.
Há poucos dias um colega de profissão me convidou para fazer uma aula de Power Jump da empresa Body Systems. Já tinha ouvido falar do programa, mas nunca havia participado de uma aula. Meu contato com o Jump sempre foi com a Fit-Pró, pioneira no Brasil com esse tipo de modalidade.
Basicamente a estrutura das aulas são similares. A diferença está na forma como é realizado o aquecimento, nas pausas entre coreografias e na duração de algumas músicas. Não tive acesso ao material didático da Body Systems, porém conversei com o professor e as considerações feitas pelo mesmo me permitem fazer as minhas a respeito dos programas.
Nas aulas de Jump Fit existe uma música inteira dedicada ao aque…

Programas de qualidade na TV brasileira

A TV aberta no Brasil passa por um momento onde programa de conteúdo é cada vez mais raridade na programação. Devido ao trabalho acompanho vejo TV com mais frequência à noite e eventualmente nos finais de semana, porém prefiro acompanhar a programação dos canais fechados.
Mas como nem tudo está perdido, dou a dica de cinco programas que na minha modesta opinião vale a pena acompanhar:
1 – Profissão Repórter (Globo – 3ª feira): Uma equipe de jovens jornalistas sob o comando de Caco Barcellos, consegue levar coberturas sólidas em diferentes ângulos de uma mesma notícia. Com maestria o veterano jornalista consegue destacar o processo de profissionalização de jovens recém-formados em cada etapa da matéria, aprendendo na prática a elaborar a reportagem, desde a apuração até a edição final.

2 – A Grande Família (Globo – 5ª feira): Com um texto de primeira linha e um grupo de atores do mais alto gabarito o programa retrata de forma engraçada situações rotineiras de uma família de classe média. …

Valentin

Com pais ausentes e um ambiente familiar conturbado, Valentin é um menino imaginativo, cujo maior sonho é ser uma criança comum, com uma família de verdade. Enquanto tenta consertar as falhas em seu mundo, ele será capaz de trazer alegria, sabedoria e até mesmo romance aos adultos que o cercam.
“Valentin” é um dos filmes mais encantadores que assisti. A história nos emociona do início ao fim. Um drama inocente e cheio de esperança que ficou muito bem narrado por uma criança.
Rodrigo Noya, o protagonista, nos cativa pela sua sensibilidade e inteligência, longe de ser uma daquelas crianças prodígio chatas. O menino é um escândalo de tão bom. Valentin pode ser vesgo e usar óculos fundo de garrafa, mas enxerga perfeitamente o ponto fraco da maioria dos adultos que o cercam.
Outro ponto forte é a química entre os atores. Perfeitos dentro dos seus papéis. Destaque para Carmen Maura, como sempre brilhante em tudo que faz. Elenco nota 10.
Cinema argentino, leve, sensível e de excelente qualidade…