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Paradise Now

Acabo de assistir "Paradise Now" e sinceramente não entendo como o filme não foi o ganhador de Melhor Filme Estrangeiro do ano de 2006. A explicação não pode ser outra senão o medo da Academia se meter em confusões. Um assunto delicado como essa guerra travada entre israelenses e palestinos poderia incorrer em sérios problemas políticos.

Amigos de infância, os palestinos Khaled (Ali Suliman) e Said (Kais Nashef) são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel Aviv. Depois de passar com suas famílias o que teoricamente seria a última noite de suas vidas, sem poder revelar a sua missão, eles são levados à fronteira. A operação não ocorre como o planejado e eles acabam se separando. Distantes um do outro, com bombas escondidas em seus corpos, Khaled e Said devem enfrentar seus destinos e defender suas convicções. Interessante como o filme retrata a dúvida sobre os atos que estão prestes a executar. Inicialmente Said que fica receoso e posteriormente é Khaled quem passa questionar toda a situação.

“Paradise Now” é seco, enxuto, e acima de tudo, vibrante. No disco 2 há cenas que foram excluídas, algumas com fundo musical, uma ótima sacada dos diretores. A música daria um ar de leveza na história algo que poderia humanizar todo o contexto.

A opção de não mostrar cenas fortes (como um atentado) é outro grande trunfo do filme. Com um enredo de primeira, não é necessário subestimar a quem assiste. Cada um deve imaginar os acontecimentos a partir do que é mostrado.

Apesar dos protagonistas serem palestinos, o filme não toma partido sobre o conflito entre judeus e mulçumanos. Isso faz com que a produção ganhe um ponto de vista muito rico e que leva o espectador a reflexão.

Atual, é um filme que merece estar na coleção dos aficionados por cinema.

Destaco também a fotografia impecável da produção.

Comentários

Anônimo disse…
fabiano! como sei que vc e uma pessoa inteligente e de bom gosto vou assistir este filme por causa de seus comentarios!!! grande abraco.
RO

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