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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Mega eventos esportivos: qual o legado educacional?

Acabo de receber a revista do Confef (Conselho Federal de Educação Física), que na reportagem de capa trás a opinião dos representantes quanto ao legado esportivo dos mega eventos que o Brasil sediará nos próximos anos: Jogos Mundiais Militares – 2011; Copa das Confederações – 2013; Copa do Mundo de Futebol – 2014; Jogos Olímpicos e Para Olímpicos – 2016.

Todos eles sem exceção são enfáticos ao afirmar que tais eventos possibilitarão um desenvolvimento econômico e social do país. Segundo eles, o legado deixado para a população com a realização desses eventos vale todo o alto investimento que é feito. Afirmam também que isso possibilitará uma maior procura dos jovens pelos esportes, porém não dizem como isso será realizado.

No momento as atenções estão voltadas para a melhoria da estrutura física das cidades e das praças esportivas. Não há como dissociar a educação nesse processo. Como seremos uma potência olímpica se não temos projetos políticos socioeducacionais? Que legado educacional é esse? Como vamos usufruir desses espaços esportivos após a realização dos jogos? Qual o real objetivo desses Jogos? Essas perguntas nenhum dos entrevistados souberam responder.

É preciso deixar claro que não sou contra esses eventos, afinal como professor de Educação Física é um sonho presenciar tais eventos no Brasil. Não tenho dúvida que a grande maioria de nós faz a sua parte, associando o esporte à educação para tentar produzir resultados consistentes para o desenvolvimento dos jovens e consequentemente do país. Porém reitero que são necessárias políticas públicas educacionais consistentes que possibilitem a elaboração e execução de projetos que permitam democratizar o acesso aos esportes.

Seria uma utopia? Após 2016 escrevo outro post a respeito.

20 comentários:

Rodrigo Ferreira disse...

Gosteiii muito d'aqui
volte
te espero lah

abraçoooo Professor brinks

Micarla Costa disse...

É Fabiano concordo com você e mais: é preciso valorizar a Educaçao Física escola não apenas porque o Brasil vai ser sede de uma copa e uma olimpiada. Se faz necessário entender a Educação Física Escolar como materia curricular, que pode e deve contribuir para formação de cidadãos, não apenas formar uma nação olimpica pois já vimos isso antes. É urgente a necessidade de propiciar aos professores boas condiçoes de trabalho nas escolas publicas e salário digno.

Bj

Patrícia disse...

É muito bom escrever e nada sair do papel né? Concordo com vc Bí, com certeza é muito importante pra nossa área, mas cade os investimentos, profissinal tem até d+!
Bjos!!! Tiça

aam-00 disse...

no pan americano foi a mesma coisa, no fim a população deve pouco acesso às instalações.
www.sintoonize.com

mulherices disse...

Sinceramente olho com muita desconfiança pra esses mega eventos esportivos e não sei se o legado que deixarão será mesmo positivo.

Sei que eles movimentarão BILHÕES em verbas públicas e privadas - e os políticos e empreiteiros ADORAM isso.

Mr. Andrógyni-# disse...

Ta certo que condicionamento físico, mas dou mais valor à questõe mentão, mas mto bom saber disso!!!!


http://dupladameianoite.blogspot.com/

Internet Alternativa disse...

E muito complexo tratarmos de previsoes de algo que nunca muda. Mas quero estar aqui no teu blog em 2016 pra vermos o rumo que isto tomara. Abracus

Ana Rita Dutra dos santos disse...

Eu não sou professora de educação fisica, mas sou professora tambem. E sinceramente o legado que acho que ficará desses eventos serão dividas. São eventos importantes? Claro, porém creio que o Brasil tem uma série de questões mais importantes que deveriam ser resolvidas antes dessas ações. Não acredito em valorização nem para os professores de educação fisica. Acabará o evento e ficaram dividas e lixo. sem falar nos superfaturamentos durante as obras.

Blog: http://antenandocoisas1.blogspot.com/

João Victor disse...

ótimo blog! :D

Leonardo disse...

Sabe... esses eventos deixam um grande legado em infrestrutura para os países que os recebem, mas não é só isso o importante. Enquanto vão investir milhões em esporte de alto rendimento cada vez mais estão esquecendo do esporte de base. Um exemplo do que pode acontecer é o Engenhão um grande elefante branco feito com muito dinheiro público

Óbvio e Atual disse...

É exatamente isso que penso! É lógico que todos esses eventos traram beneficios para o país, disso não resta dúvida! Mas, de que adianta investir em obras se o que realmente merece destaque (nós, brasileiros) não é incentivado? Adorei esse post, parabéns pelo blog.
Muito obrigada pelos elogios no meu blog. =D

tales disse...

apesar do blog não fazer mto meu estilo eu gostei.. vou voltar aqui de vez em quando..
e belo ponto de vista..

Fernando Amarante disse...

gostei do blog e do post
vllwww

Eduardo disse...

"Essas perguntas nenhum dos entrevistados souberam responder".

Eu diria que eles NÃO quiseram responder. Na certa, a resposta das questões levantadas - importantíssimas - não seria nem um pouco satisfatória ou positiva.

Bikelando disse...

Concordo que o investimento é válido e pode sim proporcionar o crescimento econômico e mesmo o nível dos atletas brasileiros, isso SE tiver efeito a política de popularização do esporte, como você citou no artigo. Do contrário, o que veremos após a realização de tais eventos é o descaso com o dinheiro investido e obras grandiosas sendo invadidas por mato e pelas ações de intempéries.

Carlos Alexandre Neves Lima disse...

Fabiano,
Parece ser senso comum a preocupação com o investimento realizado na área e o retorno prática que renderá para sociedade no plano educanional.
É uma dúvida válida, mas talvez vocês da área de educação física pudessem esclarecer melhor que eu.
Vejo atletas se matando para obter êxito sem qualquer estrutura, por conseguinte, parece que não basta estar apto ou querer, tem que existir uma estrutura que acolha os esportistas, em todos os segmentos.
Uma pelada na praia ou na rua é fácil, mas e as outras atividades? Não precisam também de um espaço?
Como atletas abnegados que dão cursos, aulas gratuitas em comunidades, conseguirão levar as atividades para aqueles que nem sabem o quanto possuem aptidão para tal, se estruturas existirem?

Futebol e volêi de praia tá fácil ver nas ruas e praias. Existem espaços. E as demais?

Será que uma coisa não leva a outra?

Acho que muito das questões levantadas por todos dependerá mais do movimento que fizerem as pessoas ligadas a educação física diante daquilo que passar a existir depois de tais eventos.

Para projetos serem aprovados, precisa que alguém proponha e cumpra exigências... Sei lá... Mas foi o que pensei quando li.

Abraço
Carlos Alexandre

Gostei muito do seu blog, parabéns!

Karla Hack disse...

É a terceira vez que venho aqui hoje... Tenho qque dizer: Adorei a variedade dos assuntos e a forma como os aborda...
Quanto ao post, também vejo a situação num tom meio agridoce, há muitas ressalvas, muito prós e outros vários contras... O importante é o foco e a seriedade com que se é concebido o evento e seus reflexos.

Thiago Batticelli disse...

Bem falado, as politicas pra incentivar as crianças, jovens a praticarem esportes continuam as mesmas.. e o sedentarismo comendo solto.. é uma vergonha o governo não investir nas crianças, no esporte como realmente deveria...

Vanda Ferreira disse...

Moro no Rio de Janeiro e posso dizer sem sombra de dúvidas que o Rio não infraestrutura para sediar nenhum grande evento esportivo. Isto porque temos deficiência em vários setores que direta e indiretamente estão ligados a esses eventos. Educação, saúde, violência.

Não sou contra o Brasil sediar os jogos, mas precisamos melhorar nos pontos que temos deficiência.

Andressa Alkeen disse...

ah! adorei o blog ! parabéns